<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2050680030330791288</id><updated>2011-07-07T13:38:11.361-07:00</updated><title type='text'>Fragmentos do Tempo</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://fragmentos-frag.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2050680030330791288/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fragmentos-frag.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13922722918896950562</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_cI1OWniDwIc/SltvrYVFTuI/AAAAAAAAIGU/aHCLclYCZqQ/S220/DSC04420.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>2</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2050680030330791288.post-2687070684070723811</id><published>2009-07-18T18:53:00.000-07:00</published><updated>2009-07-19T13:48:26.148-07:00</updated><title type='text'>NADA A VER</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_cI1OWniDwIc/SmKC_h3tXjI/AAAAAAAAIHs/HfP46LRUoLE/s1600-h/Quadro.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5359990534459711026" style="margin: 0px 10px 10px 0px; float: left; width: 209px; height: 261px;" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_cI1OWniDwIc/SmKC_h3tXjI/AAAAAAAAIHs/HfP46LRUoLE/s320/Quadro.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-family: arial;font-size:100%;" &gt;Sentada no ônibus, perdida em pensamentos que nada mais causam do que sofrimentos solitários, vi adentrar uma família de negros: pai, mãe, filho e filha. O que mais despertou minha atenção, não foi o estilo diferenciado dos cabelos do menino serelepe que ali estava, mas a tristeza e indiferença da menina, a mais negra entre os seus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: arial;font-family:verdana;"  align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: arial;" face="verdana" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Ao fitá-la, não consegui me desviar do seu olhar, que me trazia à memória as recentes reportagens feitas por emissoras de TV’s de todas as partes do mundo, nas quais era ressaltada a alegria do povo da África do Sul. Não via em seu rosto a mesma expressão, a mesma malemolência, o sorriso, as cores. O que via era a mesma história, as marcas de um tempo recente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: arial;" align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-size:100%;" &gt;Por sua pouca idade, talvez não conhecesse o aparthaid, nem o olhar dos fotógrafos que registraram imagens ontológicas da condição do povo africano. Do menino gente feito bicho prestes a ter sua vida e sua história devoradas por um abutre. Da mãe esguarnecida a segurar seu filho no colo tendo para oferecê-lo somente a pele de seu seio já seco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não entendia, muitas vezes, confesso, o porquê da existência dos movimentos negros, achava exagero, resultado da mania de perseguição dos negros, mas não, não é. Certa noite, de pé na fila de um supermercado, mãe e filho começaram um diálogo que chamou minha atenção. O garoto, com aproximadamente 10 anos de idade, comparou um rapaz ao seu professor. Sua mãe prontamente discordou de sua assertiva com a expressão Nada a ver. O garoto logo saltou e disse que nada a ver era aquele homem andando lá no condomínio. Indagado a qual homem se referia respondeu que se tratava do pai de Milinha a menina do apartamento 307.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você já viu a cor dele, é preta igual a tua blusa... isso sim não tem nada a ver, minha mãe!! Como um homem daquela cor pode ter casado com uma mulher branca e ter uma filha também branca?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua mãe tomada de um misto de vergonha e medo retrucou suas palavras. Mas nada adiantou, nenhuma repreensão, dita por ela naquele instante, abalou a certeza daquela criança. Ininterruptamente, ele repetia: “Aquilo sim é nada a ver, aquilo sim é nada a ver”.Esta frase martelou em minha cabeça por horas e horas até encontrar aquela família no ônibus. Via naquela menina negra, de olhar perdido, a materialização daquela frase. Ela não sabia de tal história, mas certamente já sentia na pele as ideologias preconceituosas que sobreviveram aos muitos projetos e leis contra o racismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em mim restou, depois de tudo isso, a luta para não sentir vergonha de ser negra e as muitas indagações acerca daquela garota. Como pensaria e projetaria a sua vida numa sociedade como a nossa? Teria ela idéia do sofrimento, descaso e desumanidade com que poderia ser tratada nesse nosso país da diversidade? Será que um dia se veria como alguém com possibilidades de ir além do que conseguiram seus avós - passageiros de um navio chamado negreiro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez eu nunca encontre respostas, nem ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2050680030330791288-2687070684070723811?l=fragmentos-frag.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fragmentos-frag.blogspot.com/feeds/2687070684070723811/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2050680030330791288&amp;postID=2687070684070723811&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2050680030330791288/posts/default/2687070684070723811'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2050680030330791288/posts/default/2687070684070723811'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fragmentos-frag.blogspot.com/2009/07/nada-ver.html' title='NADA A VER'/><author><name>F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13922722918896950562</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_cI1OWniDwIc/SltvrYVFTuI/AAAAAAAAIGU/aHCLclYCZqQ/S220/DSC04420.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_cI1OWniDwIc/SmKC_h3tXjI/AAAAAAAAIHs/HfP46LRUoLE/s72-c/Quadro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2050680030330791288.post-8682192873681541806</id><published>2009-07-08T10:01:00.000-07:00</published><updated>2009-07-09T05:13:58.278-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_cI1OWniDwIc/SlTdMs_PL6I/AAAAAAAAH78/AVn46gAunG0/s1600-h/medo-100308.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Se me perguntassem o que mais admiro em mim, responderia, sem hesitação: a incrível capacidade de me deixar surpreender pelo outro. É, é essa a expressão. Dia desses, um amigo me revelou que mantém um relacionamento amoroso, a mais de um ano, mas que prefere mantê-lo em segredo. Porquê? Eu o indaguei. "Porque tenho MEDO de assustar as pessoas", foi a sua resposta. O que há de incrível nisso? Poderá me perguntar o leitor. Nada! Se não fosse o simples fato desse amigo apresentar-se sempre muito determinado, com idéias subversivas, atitudes dignas de quem não dispensa a mínima importância para o que os outros pensam. Poderia questionar-lhe tudo isso, mas preferi sorrir e respeitar as suas fraquezas humanamente compreensíveis.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2050680030330791288-8682192873681541806?l=fragmentos-frag.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fragmentos-frag.blogspot.com/feeds/8682192873681541806/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2050680030330791288&amp;postID=8682192873681541806&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2050680030330791288/posts/default/8682192873681541806'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2050680030330791288/posts/default/8682192873681541806'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fragmentos-frag.blogspot.com/2009/07/se-me-perguntassem-o-que-mais-admiro-em.html' title=''/><author><name>F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13922722918896950562</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_cI1OWniDwIc/SltvrYVFTuI/AAAAAAAAIGU/aHCLclYCZqQ/S220/DSC04420.JPG'/></author><thr:total>7</thr:total></entry></feed>
